"A literatura tem essa magia de nos tornar contemporâneos de quem quisermos." (Inês Pedrosa)
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Da Comédia

Quantas ilusões são necessárias perdermos para finalmente encontrarmos aquela paz de espírito que nem os caminhos mais tortuosos são capazes de perturbar? Aquela desconfiança alegre que quer troçar de tudo que não ri de si mesmo, de tudo que não duvida e de tudo aquilo que aspira ao absoluto. Rir, dançar, cantar, ali onde a seriedade reina absoluta, sem perceber que és parte da comédia, até esvaziar se por completo, onde a verdadeira arte começa. 

Alan Teixeira

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Perspectivas

Noite Estrelada - Van Gogh
Há certas paisagens que só podem ser vistas a partir de determinadas perspectivas. O tempo, as alegrias, as dores e angústias são as lentes que atravessam meu olhar e constituem o colorido de cada paisagem. Quando a serenidade e o amor repousa em minha alma, incontáveis são as cores e melodias que emanam em minha existência. Queria viver apenas para estes momentos em que sinto a existência em sua plenitude. O prazer deseja a eternidade, mas a inconstância da existência diz "tudo passa" e uma simples teia que se desprende desequilibra e se rompe com o vento. Então à terra é preciso voltar e é preciso também transcendê-la novamente, porque a dor, essa também passa. Há sempre um novo horizonte longínquo a ser explorado. Desta vez irei apenas voltar meu olhar para o céu, esperarei a chuva passar, a guerras e a espada. E quando finalmente a noite cair e eu já puder ver as estrelas, para elas irei cantar as canções que na guerra eu não pude cantar. 

Alan Teixeira


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Amizade

Existem pessoas que, só por existirem e fazer parte de nossas vidas, tornam os nossos dias melhores. Algumas delas nos ensinam, sem saber que ensinam, a sermos também melhores. Frequentemente aprendemos, rimos, choramos, cúmprices numa amizade que como um raio de luz ilumina o dia mais nublado. E essa espécie de amor nos inspira a sermos dignos dessa amizade. 


Alan Teixeira

domingo, 13 de dezembro de 2015

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Ladri di biciclette
Nos separamos bruscamente sem nos despedir. Ficamos devendo um ao outro muitas palavras. Sob a guarda do silêncio permaneceu nossas faltas. Bastava um minuto de reconciliação para reparar toda uma vida. Mas esse minuto não veio e o perdemos definitivamente. Nos protegemos demais em vez de enfrentar juntos nossa batalha. Agora pesa me falta do peso que contrapõe e equilibra. Deveríamos tê-los lançado fora juntos. Teríamos assim, não uma nova vida, mas muito mais de nós mesmos e talvez a paz de que necessitávamos.

Alan Teixeira

quarta-feira, 12 de março de 2014

Eu e o Nada

Divorciei-me do mundo lentamente. Vi grandes construções ruírem, desabarem, sem restar pedra sobre pedra. Vi morrer lentamente os seus arquitetos. Ilusões destruídas pelas duras marteladas da verdade. Deparei-me com o nada - de homem para abismo e de abismo para homem. Só então pude compreender. O mundo que deixou de ser familiar, nunca existiu senão como ilusão. Eu era o fantasma de mim mesmo. Agora, diante do abismo da indeterminação, reconheço minha única condição - condenado a ser livre. Abrem-se diante de mim todos os caminhos. Não mais um fantasma. Agora um autêntico homem!

Alan Teixeira

sábado, 20 de julho de 2013

O Benefício da Dúvida

Jacques Resch
Dizem os sábios que a dúvida é nosso maior inimigo. Eu, que não sou um sábio, penso o contrário, que a dúvida é o nosso melhor aliado. É contra as nossas convicções que devemos declarar guerra. É contra as convicções a nossa maior batalha, que exige maior coragem e maior força de espírito. Pois as convicções é que são nossos inimigos mais perigosos, é por elas que se tem cometido as maiores injustiças, é por elas que desde sempre se tem morrido e matado, é por elas que se tem feito guerras. A dúvida é a porta estreita por onde o engano perece e a verdade se esgueira até o fim. Somente a vitória contra as convicções nos conduzirá para o verdadeiro reino de liberdade, onde não haverá motivo para matar ou morrer, senão a defesa de nossa liberdade. Este é o reino dos espíritos livres!

- Alan Teixeira

domingo, 26 de maio de 2013

Vida e Morte

A Morte de Casagemas - Picasso
Partiu assim, de repente, sem avisar nem dar adeus. Não deixou um bilhete, também não levou nada. Seu relógio e seu óculos continuam intocáveis na cabeceira da cama, móveis inalterados, paredes intactas, tudo no seu lugar à espera do irretornável.  Era uma cinzenta tarde sábado, numa colisão frontal e um último apelo por Nossa Senhora, que o Sol se pôs mais cedo e não mais retornou. E assim meu pai se foi... para iluminar, talvez, outros mundos. 

Me deparo com o absurdo, o corpo relativamente intacto, porém irreconhecível. Irreconhecível não porque não fosse possível reconhecer a semelhança entre a pessoa a quem pertencia, mas por se parecer com uma cópia barata da vida, mas sem vida. E aquele ser que habitou aquele corpo, mas que também foi corpo por inteiro, desapareceu. E me pergunto incansavelmente pra onde foi?  Se aquela antiga lei de que nada se perde, apenas se transforma, também se aplica à imaterialidade do que somos. Não encontro resposta. E repousa sobre mim o duro fardo, a impossível tarefa que se impõe como um dever absurdo, de resolver este enigma. Como se fosse possível mover a terra de uma possível rota de colisão com algum astro errante. Todo esforço intelectual é inútil. A lógica opera impotente diante do enigma insolúvel da vida e da morte. Talvez o absurdo seja isso, impotência da razão diante do incompreensível. Num último esforço, quero apenas viver sem apelação. 

- Alan Teixeira da Silva

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ética e Liberdade

Entendo a moral como uma construção histórica e não-natural que jamais deve ser imposta seja a quem for, só tem valor a medida que é uma escolha individual e intransferível, com a mesma certeza de que cada um de nós viverá a própria morte. A ética, por sua vez, é o que torna possível o exercício da liberdade, da responsabilidade e da política. Todo moralismo se constitui numa violentação da liberdade. 

- Alan Teixeira

domingo, 12 de agosto de 2012

O que estamos fazendo?

A crise que ocorre hoje no mundo é política. Todas as outras derivam daí. O fenômeno de despolitização do mundo cria indivíduos apolíticos - o que não é o mesmo que anti-políticos - desinteressados pelo curso da história e sem senso histórico. Vivem o dia que se passa à merce das decisões que governam o mundo. Trabalhando e descansando, produzindo e consumindo, com a mesma regularidade feliz e sem propósito da noite que sucede ao dia. A ação política sempre foi a mão e o machado da produção histórica. Diz Hannah Arendt* que a liberdade é a razão de ser da política, e seu domínio de experiência é a ação, isto quer dizer, entre outras coisas, que o homem é por excelência um animal político e ativo, é no seio da cidade que surge também a preocupação ética com a ação. "O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se de pensar o que estamos fazendo"**.

- Alan Teixeira



* Hannah Arendt, 
Entre o Passado e o Futuro.
** Hannah Arendt, 
A Condição Humana

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Sociedade é um Crime Perfeito


Domingo, 15 de julho de 2012.


Eu estava num ônibus com destino à São Paulo, SP. O ônibus fez uma parada na cidade de Governador Valadares, MG, para trocar de motorista. Desci do ônibus e fui ao banheiro, quando voltei fui abordado por um homem de aparentemente 35 anos, mal vestido e com odor que denunciava, não somente o tempo em que ele estava sem banho, mas o crime perfeito de uma sociedade saturada. Ouvi-o pedir 25 centavos, porém o preconceito por estranhos mal vestidos travestido em medo, me obrigou a ignorá-lo e antes de entrar no ônibus olhei para trás e visualizei novamente aquele homem. Um olhar penetrante que pedia socorro, um olhar inocente e ao mesmo tempo culpado. Um olhar que denunciava silenciosamente o meu crime. Não sei o seu nome, a sua história, de onde vinha e pra onde iria. Não sei se tem ao menos uma família. Não sei onde está. E nem sei sequer se está vivo ou morto. Não sei se é mais um destes expulsos dos grandes centros pela policia ou política de "limpeza urbana" com uma passagem na mão para uma terra distante. Ou se é um destes expulsos de casa pelas próprias famílias.

O crime perfeito de uma sociedade saturada que inflige a culpa e o castigo da exclusão sobre todos aqueles que não se enquadram. Lhes negam emprego, negam trabalho, negam uma moradia, negam o pão de cada dia. Não lhes é permitido ficar em lugar nenhum lugar, porque o lugar não somente não os pertence, como pertence legalmente a alguém. São obrigados a ficar vagando de um lugar para o outro. Ao lhes negar emprego ou trabalho implicitamente também lhes negam o status de cidadão, lhes negam dignidade e até mesmo direito de possuir uma alma, se for realmente verdade que o trabalho dignifica a alma. Lhes negam até o direito de existir. Talvez se lhes dessem a oportunidade, mudariam até de planeta, desde que pudessem ter uma alma, dignidade e um trabalho.


Sentimos compaixão por eles não porque somos bons, mas porque sentimo-nos culpados diante deles. Nenhum crime de guerra, holocausto ou genocídio se compara com o nosso crime diário. Em todos os lugares do mundo, não poupamos homens, mulheres ou crianças de nenhuma nacionalidade, de nenhuma etnia, de nenhuma religião. Chegamos ao absurdo fato de que para existir precisamos possuir. Possuir casas, carros apartamentos, dinheiro. Precisamos comprar, gastar, consumir, esbanjar. Desde então consumimos o tempo todo como se houvesse um buraco negro insaciável dentro de cada um nós e o objetivo final da existência fosse apenas este. O absurdo fato de que as relações humanas não são mais mediadas pela solidariedade, pela cooperação e sobrevivência conjunta, mas mediadas pelo capital, pelo consumo e por objetos mágicos de consumo que adquirem vida e se tornam a razão da existência humana.

A sociedade é um mito. Ao contrário do progresso imaginado no tempo das Luzes, nos degeneramos, regredimos e nos tornamos a cultura mais estranha, irracional e também, ao contrário de qualquer outra cultura selvagem, a menos espirituosa. Não temos nenhum deus senão o próprio capital. Mas para nos salvar é preciso que sacrifiquemos todas essas almas ao grande deus metamorfoseado em animais estampados em mágicos pedaços de papéis.

- Alan Teixeira


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ler é prolongar a vida

Tenho a impressão de que ler é prolongar a vida. Quantas vezes lemos um livro e nos acompanha aquela sensação de sermos sugados para uma outra realidade e, muitas vezes, parece que nos é permitido viver uma outra vida. Como se cada leitura fosse uma viagem por lugares antes insondáveis pela nossa própria imaginação. Ao fim de cada viagem, retornamos à nossa própria existência como se durante a leitura estivéssemos de férias da nossa própria vida. E como voltamos mais sábios ao fim de cada viagem. Se o tempo de cada viagem fosse acrescentado a nossa idade, facilmente poderíamos viver mais do que Matusalém.  

- Alan Teixeira

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Morte da Política

É um costume moderno este de entregar ao estado o dever de todas as coisas: educação, segurança, saúde, lazer como um mecanismo autônomo. Houve um tempo em que isso era dever dos próprios cidadãos. Mas há quem suspeite de não haja mais cidadãos. Não é de  se assustar que a literatura ou o cinema, como a voz de profetas, aponte para a morte da política tão bem representada pela nossa submissão diante do estado e das tecnologias. 

- Alan Teixeira

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Estranho

Há vários dias que passo diante da minha estante de livros e um título que há algum tempo já li me atrai. O livro possui uma capa verde com uma faixa preta, um desenho dos ombros de um homem de terno e gravata, e uma luz amarela desbotada no lugar do rosto. Nada de extraordinário. Paro diante dele, olho, penso na última leitura, mas antes de o retirar do seu confortável lugar, me afasto e volto aos meus afazeres. Da última vez, porém, não pude resistir. Retirei o livro, folheei algumas páginas, li alguns trechos aleatórios e o coloquei no lugar novamente, de certa forma aliviado. Mais um dia se passou, tive a breve impressão de o ouvir me chamar, como se tivesse algo importante a me contar, me contive por um instante, a situação já estava fugindo controle, mas não pude resistir e obrigado por uma força estranha peguei o livro. Mas por que este livro entre centenas de outros? Resolvi então o reler com a missão de resolver o mistério. É um diário datado de 1932. A leitura é agradável. Não consigo parar de ler. Dois trechos me chamam a atenção "Tínhamos um medo horrível dele, porque sentíamos que era um homem sozinho. (...) É isso então que me espera? Pela primeira vez me incomoda estar só. Gostaria de falar com alguém sobre o que está me acontecendo, antes que seja tarde demais, antes que eu comece a assustar garotinhos."* Após esta frase parei de ler e fiquei pensando, afinal não me lembro de ter lido este trecho na primeira vez que o li. Será que é o mesmo livro? Talvez não possamos ler o mesmo livro duas vezes. Antes olhava para minha estante e me orgulhava de todos os livros que havia lido, mas agora olho e vejo um monte de livros estranhos. De súbito tudo começa a se metamorfosear. Já não reconheço nada, tudo é estranho.  

- Alan Teixeira




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* A Náusea, J. P. Sartre

terça-feira, 1 de maio de 2012

Frenesi

No confinamento do lar o tempo parecer decorrer calmamente, tornando possível ter uma percepção mais aguçada dos acontecimentos e dos seus sutis detalhes, uma visão mais abrangente da própria existência. No mundo externo ao lar, nas grandes cidades, todo acontecimento é marcado por uma percepção grosseira, num rápido passar do tempo, pressa e frenesi constante, como se o mundo além daquelas quatro paredes fosse um gigantesco acelerador de partículas e a vida apenas uma fagulha.

(Alan Teixeira)

domingo, 22 de abril de 2012

A Verdadeira Liberdade

Leonid Afremov
A melhor sensação não é o desejo, este é sempre falta; não é também a consumação do desejo, este prazer é sempre momentâneo e logo nos desperta para outro desejo. Após cada desejo realizado se apossa de nós o vazio e o tédio, então buscamos prazeres cada vez mais imediatos, porém sem nunca nos satisfazer. Quem assim deseja é incapaz de amar. 

A melhor sensação é o raro sentimento de completude na ausência de desejo. É sentir que, mesmo que  apenas por alguns instantes, nada nos falta, que já possuímos o essencial e indispensável. Quem, mesmo que apenas uma única vez, experimentou este sentimento, certamente descobriu que o essencial não é possuir o novo, mas desejar continuamente o que já está ao alcance sem adiar a felicidade. Talvez não devesse chamar de desejo, mas sim de amor. Nunca estar satisfeito é desprezar continuamente nossas próprias conquistas. Somente quando estivermos libertos dos desejos supérfluos é que poderemos experimentar a verdadeira sensação de amor, liberdade e sabedoria. 

(Alan Teixeira)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O que somos?

Nossa história sempre começa antes mesmo de nós existirmos. A partir do momento que somos iniciados historicamente, parece haver apenas um caminho - um processo de familiarização com o mundo a tal ponto que, não necessariamente, nos leva ao final a um processo de total desfamiliarização, um divórcio absurdo com o mundo. O resultado é uma relação entranha com o mundo. Nos perguntamos então, como possível o mundo nos negar de tal forma a não podermos nos reconhecer nele, senão noutro Ser? O que resta-nos senão, buscar redescobrir, isto é, criar, imaginar, um novo sentido mágico que nos faça esquecer o que somos?

(Alan Teixeira)

domingo, 1 de abril de 2012

Espelho Humano

Sempre nos orientamos no mundo com base naquilo que pensamos que somos e naquilo que os outros pensam que somos, construindo a partir desta dicotomia nossa identidade. Acontece naturalmente de buscarmos aqueles que afirmam nossa identidade e evitamos aqueles que a negam. Os primeiros mostram o que há de melhor em nós, como somos bons seres humanos. Adoramos a companhia destes. 

Como todo bom homo sapiens socialis,  representamos papeis que nos tornam socialmente aceitáveis perante a moral vigente encobrindo nossas motivações e  fraquezas a tal ponto que nos "tornamos" aquilo que representamos. Porém chega o dia em que encontramos o espelho humano que nos remete a nós mesmos, nos mostrando nús e vulneráveis, como se por alguns instantes o autoconhecimento fosse possível. Nossa primeira reação é negar aquele que vemos, afastar tamanha monstruosidade de nós com violencia. Mas se agirmos com sabedoria, podemos questionarmos a nós mesmos de tal maneira que nos destruiremos e, somente assim, poderemos a partir das cinzas resurgir mais vigorosos e integros como o mito da Fenix. 

(Alan Teixeira)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O que será?

No decorrer dos dias enquanto o tempo me consome eu observo o movimento. O movimento dos astros, dos pássaros, das folhas que o vento sopra, da chuva que cai. Tudo parece perfeito, perfeitamente estranho, estranhamente absurdo, absurdamente incompreensível. Observo comportamento dos viajantes, pedestres, passantes e não os compreendo. Um pensamento perturbador se apodera de mim "será isto um pesadelo? Será que ainda demorarei a acordar?". O tempo passa, não acordo, e a lucidez se apodera de mim, talvez não seja eu que esteja a sonhar... ou talvez delirar.

(Alan Teixeira)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A eternidade é agora

Se um dia lhe perguntarem quantos anos tem, não se apresse a responder quantos já viveu, isso já não é seu, pertence ao nada. Não se engane em responder que só tem por viver, isso também pertence ao nada. A menos que viva rolando a pedra do futuro ou do passado, carregando um peso inútil do paraíso perdido ou a miragem sonhada. Tudo que você pode responder é que tem a eternidade, afinal a eternidade é agora, cabe a nós, e somente a nós, vivermos a eternidade em nossa finitude ou sermos finitos em nossa eternidade. Viver o oitavo dia da semana, a vigésima quarta hora do ano zero...

(Alan Tykhé)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Livro nosso de cada dia

Vladimir Kush
Algumas pessoas são como os bons livros, as vezes, no começo, é estranho, é difícil entender, é cansativo continuar, mas uma vez que fizemos isso, nos habituamos e passamos a compreender cada vez mais este novo mundo, ele passa a fazer parte de nós e nós dele e a ânsia de terminá-lo se mistura com a angústia de que esse mundo possa acabar, mas de fato, ele nunca acaba e nossa paciência das primeiras páginas, é recompensada com no qual podemos co-escrever algumas páginas.

- Alan Teixeira)

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