"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"“A única forma de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua” (Gustave Flaubert)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Eterno Retorno
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A Esperança
"Pandora trouxe o vaso que continha os males e o abriu. Era o presente dos deuses aos homens, exteriormente um presente belo e sedutor, denominado "vaso da felicidade". E todos os males, seres vivos alados, escaparam voando: desde então vagueiam e prejudicam os homens dia e noite. Um único mal ainda não saíra do recipiente; então, seguindo a vontade de Zeus, Pandora repôs a tampa, e ele permaneceu dentro. O homem tem agora para sempre o vaso da felicidade, e pensa maravilhas do tesouro que nele possui; este se acha à sua disposição: ele o abre quando quer; pois não sabe que Pandora lhe trouxe o recipiente dos males, e para ele o mal que restou é o maior dos bens - é a esperança. Zeus quis que os homens, por mais torturados que fossem pelos outros males, não rejeitasse a vida, mas continuassem a se deixar torturar. Para isso lhes deu a esperança: ela é na verdade o pior dos males, pois prolonga o suplício dos homens."sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Perfeição
Composição: Renato RussoVamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A Última Crônica
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
O Mundo “Faz de Conta”
Ignorar é não saber alguma coisa. A ignorância pode ser tão profunda que sequer a percebemos ou a sentimos, isto é, não sabemos que não sabemos, não sabemos que ignoramos. Em geral, o estado de ignorância se mantém em nós enquanto as crenças e opiniões que possuímos para viver e agir no mundo se conservam como eficazes e úteis, de modo que não temos nenhum motivo para duvidar delas, nenhum motivo para desconfiar delas e, conseqüentemente, achamos que sabemos tudo o que há para saber. Vivemos numa sociedade que acredita nas ciências, que luta por escolas, que recebe durante 24 horas diárias informações vindas de jornais, rádios e televisões, que possui editoras, livrarias, bibliotecas, museus, salas de cinema e de teatro, vídeos, fotografias e computadores. Mas conhecemos a verdade?
Essa enorme quantidade de veículos e formas de informação não pode tornar difícil a busca da verdade? Afinal todo mundo acredita que está recebendo, de modos variados e diferentes, informações científicas, filosóficas, políticas, artísticas e que tais informações são verdadeiras. Sobretudo porque tal quantidade informativa ultrapassa a experiência vivida pelas pessoas, que, por isso, não têm meios para avaliar o que recebem. Mas onde está a verdade?
A propaganda trata todas as pessoas – crianças, jovens, adultos, idosos – como crianças extremamente ingênuas e crédulas. O mundo é sempre um mundo “de faz-de-conta”: nele a margarina fresca faz a família bonita, alegre, unida e feliz; o automóvel faz o homem confiante, inteligente, belo, sedutor, bem-sucedido nos negócios, cheio de namoradas lindas; o desodorante faz a moça bonita, atraente, bem empregada, bem vestida, com um belo apartamento e lindos namorados; o cigarro leva as pessoas para belíssimas paisagens exóticas, cheias de aventura e de negócios coroados de sucesso que terminam com lindos jantares à luz de velas.
A propaganda nunca vende um produto dizendo o que ele é e para que serve. Ela vende o produto rodeando-o de magias, belezas, dando-lhe qualidades que são de outras coisas (a criança saudável, o jovem bonito, o adulto inteligente, o idoso feliz, a casa agradável, etc.), produzindo um eterno “faz-de-conta”.
Mas o mundo é realmente como o percebemos?
Este encontro ficou marcado pelas perguntas, você deve perguntar “E as respostas?” Todas essas respostas estão dentro de cada um. Todos estão dispostos a convencer os outros de suas respostas, mas poucos estão dispostos a deixar você buscar suas próprias respostas. Busque você mesmo. Como buscar essas respostas? Não conheço outra maneira a não ser na filosofia, mas não espere aprender filosofia, pois isso não se aprende já dizia Kant, se aprende apenas a filosofar.
Síntese de "A Verdade" - Convite a Filosofia.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
“Mais do que um inseto”

Clarice Lispector - A descoberta do mundo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Mudança

Mudam se as vontades;
Muda se o ser,
Muda se a confiança;
Todo mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos diferentes novidades em tudo da esperança,
Do mal ficam as mágoas na lembrança e do bem (se algum ouve) a saudade."
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Diálogo Extraterrestre

Trabalho de Equipe
— Como foi aquela história mesmo?
— Eram 4 terráqueos: Todomundo; Alguém; Qualquerum e Ninguém.
— Isto mesmo! Continua...
— Havia um importante trabalho a ser feito.
— Certo!
— Todomundo pensou que Alguém o faria.
— Qualquerum podia fazer?
— Sim, Qualquerum podia, mas Ninguém fez.
— Ninguém!
— Todomundo sabia que Qualquerum podia fazer, mas Ninguém imaginou que Todomundo deixaria de fazer esperando Qualquerum.
— E dai? Como é que ficou?
— Todomundo culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquerum podia ter feito.
Marcelo Ferrari
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Dogmatismo
Supondo-se que a verdade seja uma mulher — não é bem fundada a suspeita de que todos os filósofos, enquanto dogmáticos, entendem pouco de mulheres?
Que a espantosa seriedade, a indiscrição delicada com que até agora estavam acostumados a afrontar a verdade não eram meios pouco adequados para cativar uma mulher?
O que há de certo é que essa Dama não se deixou cativar — e os dogmáticos de toda a espécie voltaram-se tristemente frente a nós e desencorajaram-se. Se de resto pode-se dizer que ainda estejam em pé! Aqui estão os troçadores que pretendem ter a dogmática caído irremissivelmente e até que esteja agonizante.
Falando sério há um bom motivo para esperar que em filosofia o dogmatizar, ainda que tenha esbanjado frases solenes e aparentemente incontestáveis, tenha sido uma nobre peraltice de diletantes e que está próximo o tempo em que se compreenderá cada vez mais quão mesquinhas são as bases dos edifícios sublimes e aparentemente inabaláveis, erigidos pelos filósofos dogmáticos — alguma superstição sobrevivente de épocas pré-históricas (como superstição da alma que ainda hoje continua a ser fonte de queixumes com a superstição do "sujeito" e do "eu"), sem falar em alguns jogos de palavras, alguns erros gramaticais, ou ainda alguma audaz generalização de muito poucos fatos, muito pessoais e demasiado humanos, antes de mais nada humanos.
A filosofia dos dogmáticos foi, esperamos, simplesmente uma promessa para alguns milhares de anos no futuro, como em tempos ainda remotos o foi a astrologia, a serviço da qual foram dispendidos mais dinheiro, trabalho, perspicácia e paciência de que até agora já se dispendeu com uma ciência positiva qualquer — à astrologia e às suas aspirações sobrenaturais devemos o estilo grandioso da arquitetura da Ásia e do Egito. Parece que toda coisa grande para poder se imprimir com caracteres indeléveis no coração humano deve primeiramente passar sobre a terra sob o aspecto de uma caricatura monstruosa e assustadora; tal caricatura monstruosa foi a filosofia dogmática; por exemplo a doutrina dos Vedas na Ásia e o platonismo na Europa.
Somos ingratos para com eles, ainda que seja necessário confessar que o pior, o mais pertinaz e o mais perigoso de todos os erros foi o de um filósofo dogmático e precisamente a invenção platônica do “puro espírito” e do bom por si mesmo. Mas hoje que o superamos, que a Europa (Mundo) respira aliviada de., tal incubo e que pelo menos pode dormir um sono mais salutar, somos, nós cuja única junção é permanecermos acordados, somos os herdeiros de toda força, acumulada pela longa luta contra o erro. Seria preciso colocar a verdade de pernas para o ar, renegar a perspectiva, a condição fundamental da vida, para falar do espírito do bem como o faz Platão; antes, como médico, poder-se-ia perguntar "por que uma tal moléstia no produto mais belo da Antigüidade, em Platão?
Seria então verdadeiro que o malvado Sócrates o teria corrompido? Seria Sócrates efetivamente o corruptor da juventude? Mereceu, na verdade, a sua cicuta?" Porém a luta contra Platão, ou para dizê-lo de modo mais inteligível e popular, a luta contra a milenar opressão clerical cristã — uma vez que o Cristianismo é um Platonismo para a povo — produziu, na Europa, uma maravilhosa tensão dos espíritos até então nunca vista na terra; com o arco vergado de tal forma pode-se visar o alvo mais longínquo. É verdade que para o europeu esta tensão é causa de mal-estar; e duas grandes tentativas de relaxar o arco já foram feitas, a primeira vez com o jesuitismo e a segunda com a propaganda das idéias democráticas.
Com o auxílio da liberdade de imprensa e com a leitura dos jornais chegamos a tal ponto que o espírito não sentirá mais incubo de si mesmo. (Os alemães inventaram a pólvora, que isto lhes sirva de orgulho; mas inventaram a imprensa e com isso cometeram erros!) Mas nós, nós que não somos jesuítas, democratas e nem mesmo suficientemente alemães, nós, nós bons europeus (humanos) e espíritos livres — sentimos agora toda a opressão do espírito, possuímos toda a tensão do arco! E, é claro, também a seta, a tarefa, e quem sabe? o alvo...
Sils-Maria, Engadina Sup., junho de 1885.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Educação é a “Solução”
O setor educacional brasileiro está precário, baixos investimentos tem sido feito em relação ao PIB. Baixa remuneração dos professores, falta de preparo dos mesmos, desmotivação, falta de estrutura nas instituições publicas, fruto do descaso com que as autoridades competentes – as chamo de incompetentes - lhe dão com a educação e sua importância.Como alcançar a justiça, democracia, cidadania, liberdade, honestidade, consciência e a igualdade social sem a educação de qualidade?
É possível um individuo obter todas essas qualidades sem educação?
Não, impossível. Sem o acesso a educação de qualidade – eis o problema – se torna quase impossível um indivíduo obter tais qualidades, e menos ainda ascender socialmente. É impossível um país crescer afundado no poço da ignorância. É impossível acabar com a ignorância ignorando os ignorantes.
Como se chegar à justiça em um mundo de cegos? Como se chegar à democracia sem ter a consciência de sua importância? Como se chegar à cidadania sem igualdade? Como conquistar a igualdade sem democracia? Como conquistar a liberdade sem conhecimento? E por fim, como chegar a tudo isso sem educação de qualidade?
Enquanto a educação não for prioridade o Brasil vai continuar sendo um país do futuro.
Chega de ser o país do futuro, é preciso ser o país do presente, do agora. A educação é a solução!
terça-feira, 28 de julho de 2009
O Mito da Democracia
Democracia segundo Wikipedia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos – o povo. Segundo dicionário Priberam “Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente.”
Se observamos bem nossa atual sociedade vamos perceber – a menos que sejamos cegos – que a verdadeira democracia não existe. O governo responde primeiramente aos interesses econômicos, ou seja, aos interesses capitalistas.
Como disse outro dia José Saramago "A democracia na realidade não existe. Na minha opinião, quem verdadeiramente manda são instituições que não têm nada de democráticas, como o Fundo Monetário Internacional, as fábricas de armas, as multinacionais farmacêuticas", entre outras, afirmou o Prêmio Nobel da Literatura
Em nossa democracia no Brasil elegemos candidatos através do voto – voto obrigatório que contradiz a democracia – símbolo máximo da democracia para nos representar e tomar decisões de acordo o “bem comum”. Até certa parte tudo funciona bem, mas na parte das decisões que deveriam sempre visar o bem coletivo, das comunidades em geral deixa muito a desejar.
Muitas medidas inaceitáveis são tomadas a favor do poder econômico, que beneficia somente os grandes capitalistas (bancos, multinacionais etc.) com a desculpa de beneficiar o “bem comum”. Enquanto o povo fica submisso ao governo e os grandes capitalistas.
O conceito de democracia que o estado tem em mente – se é que o Estado tem mente- deve ser revisto o quanto antes. Mas se aceitarmos todos calados, a mudança não virá. É preciso ter esperança, mas esta só não faz nada se não for acompanhada da ação coletiva.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Ensaio sobre a Cegueira
Numa sociedade que já não faz mais sentido algum viver, onde a lei da selva, a caça predatória predomina – nem sei por que ainda a chamam de sociedade – o homem já não é capaz de viver como homem. Uma bela frase de impacto deixa uma cicatriz na consciência humana “Se não podem viver mais como homens, pelo menos que não vivam completamente como animais”.
O “Ego”, o individualismo dita a lei dessa selva de pedras. Os instintos básicos são acionados com prioridade total, instinto natural que preserva a vida. Neste momento o centro do mundo passa a ser o “ego”, as pessoas se transformam
Se inicia uma guerra, autoritarismo, disputas de território, disputa por comida, assassinatos, violência, violação dos direitos humanos, e tudo quanto pode haver de mais baixo que um ser humano possa fazer. Vence quem sobrevive, mas quem será capaz de sobreviver sozinho numa terra de cegos?
Uma epidemia de cegueira contagia toda uma cidade, logo todo o país. Só há um ser que ainda pode ver neste inferno que a sociedade se tornou. Sua visão é extraordinária, ultrapassa a matéria, a pele humana. Muito mais do que o antigo ditado popular “Em terra de cego quem tem um olho é rei”, "em terra de cego quem tem um olho tem a responsabilidade de saber bem usa-lo."
Ensaio sobre a cegueira, uma fascinante obra literária de José Saramago – ganhador do Prêmio Nobel 1995. Depois de ler este livro será impossível pensar como antes. Há também o filme desta obra, mas não chega aos pés do livro, como toda obra literária que se transforma em filme.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Inverter a História

(Jean-Paul Sartre - Proibido Proibir)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
O Mundo da Filosofia

Quem não sabe prestar contas
de três milênios permanece
nas trevas ignorante, e vive o
dia que se passa.
Johann W. Goethe
Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá
— Senhoras e senhores — gritam eles —, estamos flutuando no espaço!
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos.
— Deus do céu! Que caras mais barulhentos! — elas dizem.
E continuam a conversar:
Será que você poderia me passar a manteiga? Qual acotação das ações hoje? Qual o preço do tomate? Você ouviu dizer que a Lady Di está grávida de novo?
(Jostein Gaarder - O Mundo de Sofia)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
O Medo da Liberdade
Liberdade o que é a liberdade?
"Liberdade, essa palavra que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
O grande problema da liberdade não é mais como chegar até ela, não é mais saber usa-la, o grande problema é o medo da liberdade.
Um excelente vídeo, que apesar de grande vale a pena ver até o final, são 10 minutos que não serão perdidos!