"A literatura tem essa magia de nos tornar contemporâneos de quem quisermos." (Inês Pedrosa)

domingo, 22 de agosto de 2010

Amor...

(Edvard Munch)
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor

(Carlos Drummond de Andrade)

3 comentários:

Richard Mathenhauer disse...

Ah, Alan!
Por que justamente hoje me vens falando de amor?

Ah, Alan!

Alan Silva disse...

Porque evitá-lo não dá... e ainda não o tenho demais...

Abraço

Richard Mathenhauer disse...

... acho que vivemos tempos democráticos demais... que cada qual concebe seu proprio deus, sua propria religiao, seu proprio amor. E entao, confrontando-o com o de outro, nao ha formas de vinculaçao. Nascem os desencontros...

Abraços,

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